De acordo com um estudo da Navarra University, uma em cada 3 mil mulheres pode vir a ter o câncer de mama gestacional. Contudo, a maioria das pessoas desconhece essa condição.

E a falta de informação afeta diretamente o diagnóstico e o tratamento. Assim como em outros casos de câncer, quanto antes o diagnóstico é feito, maiores são as chances de cura. Por isso, continue lendo esse post e saiba como identificar o câncer de mama gestacional. Confira!!!

Como identificar o câncer de mama gestacional?

O câncer de mama gestacional pode ser identificado através do autoexame, bem como da mamografia. Caso a mulher encontre algum tipo de nódulo, ou até mesmo note alterações no formato dos seios (como, por exemplo, um muito maior que o outro) o ideal é procurar o médico.

Isso porque, existem vários exames para identificar esse tipo de distúrbio. É preciso entender que os canceres de modo geral são mais difíceis de serem identificados durante a gestação.

Como o corpo da mulher sofre várias alterações hormonais, é comum que os seios fiquem maiores e mais sensíveis. Consequentemente, na maioria das vezes o nódulo só é notado quando já está em um tamanho considerável. E com isso fica mais difícil identificar a doença em estágio inicial.

Além disso, muitas mulheres acabam fazendo mamografias apenas depois do parto. E por conta da amamentação, o tecido mamário fica mais denso, o que também torna o exame menos eficiente.

Qual exame consegue identificar o câncer de mama gestacional

A mamografia é um dos exames mais eficientes para identificar a doença. Isso porque, ele mite radiação de forma localizada, que não afeta outras partes do corpo.

Além disso, no caso das gestantes, o profissional ainda coloca um avental de chumbo sobre a parte inferior do abdome. Dessa maneira, o útero recebe uma proteção extra.

Se a mamografia identificar nódulos, o médico irá orientar sobre as melhores opções de tratamento, levando em consideração o estágio da doença e também da gravidez.

Mas é preciso ter em mente que para que haja total certeza dos resultados, é necessário realizar uma biópsia mamária. De maneira geral, ela é feita por meio do uso de anestesia local.

Uma agulha fina é inserida no seio. Se por ventura esse exame não for totalmente conclusivo, é realizada uma biópsia cirúrgica.

Nesse caso, um pequeno pedaço do tecido anormal precisa ser retirado. E para isso a paciente precisará tomar anestesia geral.  Nesse caso, o feto possui um pequeno risco, mas, o médico tentará amenizar ao máximo esse risco, para que a mãe e o bebê fiquem bem.

Conclusão

Apesar do câncer de mama gestacional ser relativamente mais complexo do que de uma mulher que não esteja gravida, ele pode sim ser tratado. Os cuidados são maiores, uma vez que o feto pode ser afetado por alguns tipos de tratamento.

Contudo, quanto antes o diagnostico for feito, mais chances a mulher tem de se livrar do distúrbio, e ainda garantir a saúde do bebê.

Por conta disso, é importante procurar um médico a qualquer sinal mínimo de câncer de mama gestacional.

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