Muitas mulheres não sabem, mas, existe uma relação direta entre amamentação e câncer de mama. Isso porque, o ato de amamentar pode ajudar diretamente na prevenção dessa doença.

Segundo estudos, o risco de desenvolvimento desse distúrbio diminui cerca de 4,3% a cada dois meses que a mulher amamenta. Inclusive, essa redução também acontece com mulheres pós-menopausa.

Desconhecimento da relação entre amamentação e câncer de mama prejudica aleitamento

A cada ano que passa as campanhas de aleitamento aumentam. Mesmo com o acesso a informação facilitado, muitas mulheres desconhecer a relação entre amamentação e câncer de mama.

Uma pesquisa que fez parte da campanha Cada Minuto Conta – uma parceria entre a União Latino-americana Contra o Câncer da Mulher (Ulaccam) e a farmacêutica Pfizer – mostrou que 22% das mulheres não acreditavam que o aleitamento materno poderia diminuir as chances de desenvolvimento de tumores na mama.

Outro dado interessante é que 78% das participantes desconhecia que o fato de ter filhos reduzia esse risco.

Qual a relação de ter filhos e a redução de risco de câncer de mama?

Segundo especialistas, a relação entre esses dois fatores se dá principalmente pela quantidade de ciclos menstruais na vida das mulheres. Quanto menos filhos elas têm, mais ciclos menstruais acontecem.

Consequentemente os organismos dessas mulheres recebem mais exposição hormônios relacionados à doença.

Logo, quando a mulher engravida e amamenta por longos períodos, ela acaba tendo uma quantidade menor de ciclos. E com isso a proteção contra a doença aumenta.

Outras atitudes também podem reduzir os riscos da doença

A amamentação é apenas uma das atitudes que pode diminuir os riscos de desenvolvimento do câncer de mama. Mas, existem outros fatores que podem aumentar a proteção da mulher.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), entre as atitudes mais importantes estão:

Praticar exercícios físicos

Praticar exercícios físicos ajuda no combate dos radicais livres. Essas são moléculas maléficas que prejudicam a saúde do organismo e que podem desenvolver uma série de doenças, incluindo o câncer de mama.

Além disso, as atividades físicas também ajudam a diminuir os riscos de obesidade, que é um dos fatores de risco para o surgimento de câncer de mama.

Mantenha uma alimentação saudável

Mais uma das recomendações do INCA é manter uma alimentação saudável. Segundo o órgão, manter um cardápio natural e equilibrado no dia a dia pode diminuir em até 28% os riscos de desenvolvimento da doença.

Por isso, evite ao máximo produtos industrializados, processados e refinados.

Evite vícios

Vícios como o tabagismo e o alcoolismo aumentam e muito a probabilidade de desenvolvimento do câncer de mama. Além disso, eles também podem desencadear outros tipos de distúrbios (hipertensão, cirrose, obesidade, entre outros), e ainda prejudicam a fertilidade da mulher, fazendo que ela tenha menos chances de engravidar. Por isso é importante evita-los.

A amamentação e câncer de mama são fatores diretamente ligados. Por conta disso, é importante se informar sobre o assunto, e assim entender como amamentar pode fazer toda a diferença na saúde da mulher, bem como da criança.

azia na gravidezcancer de mama gestacional