A fertilização in vitro é uma técnica de reprodução humana assistida que tem sido a esperança de muitas mulheres que desejam engravidar. E isso se deve, principalmente, ao aumento da taxa de sucesso desse tipo de procedimento.

Até algumas décadas atrás, o índice de sucesso não chegava a 30%. Agora, com as novas tecnologias que a medicina obteve, no Brasil esse índice já chega a 51%.

Inclusive, o país é considerado uma das referências quando o assunto são métodos de reprodução humana assistida.

Como é feita a FIV?

Apesar de ser uma técnica cada vez mais popular entre casais que tem dificuldade em engravidar, muita gente não sabe como funciona a fertilização in vitro.

E conhecer o procedimento é o primeiro passo para quem deseja investir nele para ter uma possível gestação.

Tudo começa com uma avaliação completa no casal. Essa etapa é necessária para avaliar as taxas de fertilidade de cada um.

Exames para DST’s e outros problemas

Também são feitos exames para verificar possíveis doenças sexualmente transmissíveis, bem como outros distúrbios. Inclusive genéticos.

Injeção hormonal e acompanhamento médico especializado

Em seguida, a mulher passará por um processo onde receberá injeções de hormônios diariamente. Ele é necessário, pois, na fertilização in vitro são necessários vários óvulos, e normalmente a mulher solta apenas um por ciclo.

Ao mesmo tempo, é feito o acompanhamento do crescimento dos folículos, que são “bolsa” que guardam os óvulos. Ele é feito através de ultrassons periódicos.

Quando esses folículos atingem 18mm, é feita a extração dos óvulos. Para isso, a mulher precisará ser sedada enquanto o médico utiliza uma agulha flexível e bem fina, juntamente com um ultrassom, para chegar até o ovário e extrair os óvulos.

Em média são recolhidos de 6 a 12 óvulos. Logo em seguida eles são armazenados em incubadoras especiais que reproduzem as condições do corpo feminino.

Etapa laboratorial

O próximo passo da fertilização in vitro é feito em laboratório. Nele, os óvulos são analisados com um microscópio, e apenas os maduros são selecionados. Os demais são descartados.

Enquanto esse processo é feito na mulher, é recolhido o sêmen do homem. Ele é recolhido e colocado em uma centrifuga. Nela o liquido seminal é separado dos espermatozoides.

Em seguida, os espermatozoides são colocados na incubadora, e o processo ocorre de forma tradicional. O embrião que nascerá dessa fecundação ficará na incubadora por 5 dias.

A mulher então retorna a clínica de reprodução assistida para que o embrião seja colocado no útero. A quantidade de embriões vai depender da idade da mulher. Geralmente são colocados dois. Duas semanas depois ela precisa retornar ao local para a realização do teste de gravidez.

A fertilização in vitro deu certo. E agora?

Em caso de resultado positivo, a mulher tomará doses hormonais até a 12ª semana de gestação e depois o pré-natal seguirá normalmente (sendo considerado de alto risco por conta da técnica empregada).

A fertilização in vitro é uma técnica que exige um investimento mais alto. Cada tentativa gira em torno de R$ 16 mil. Contudo, já existem programas que diminuem os custos desse processo.

Pré-natal de alto riscodurante a gestação