Para escolher o método contraceptivo ideal, quatro fatores devem ser considerados: eficácia, efeitos colaterais, contra-indicações e benefícios não contraceptivos.

Hoje em dia, os anticoncepcionais são úteis em diversas situações, não somente para evitar a gravidez. É possível, por exemplo, utilizá-los para controle de cistos ovarianos ou outras doenças.

Os métodos contraceptivos podem ser agrupados das seguintes formas:

1 – Métodos Contraceptivos Comportamentais

Baseiam-se na abstinência de relações sexuais durante o período fértil; levam em conta também a vida útil dos gametas no trato genital feminino – espermatozóides de 2 a 7 dias e óvulos de 1 a 3 dias. São eles: calendário ou tabelinha, muco cervical ou método de Billings e temperatura basal.

2 – Métodos Contraceptivos de Barreira

Impedem o encontro entre espermatozóides e óvulo para que não haja fecundação. A barreira pode ser mecânica (preservativos masculino e feminino, diafragma e capuz cervical), química (espermaticidas) ou a associação desses dois, ou seja, diafragma ou preservativo com espermaticida. O preservativo masculino é o método que garante maior eficácia para prevenir doenças sexualmente transmissíveis (DST e HIV).

3 – Métodos Contraceptivos Hormonais

São os mais prescritos e utilizados em todo o mundo, apesar de apresentarem o maior número de efeitos colaterais e contra-indicações. Esses métodos inibem a ovulação através da atuação de substâncias semelhantes a progesterona (progestágenos). As vias de administração podem ser oral, intramuscular, vaginal, intrauterina, transdérmica ou subdérmica.

– Anticoncepcional Oral: as pílulas são consideradas um método reversível muito eficaz. Podem ser combinadas (estrógenos e progestágenos) ou constituídas apenas de progestágeno (conhecidas como mini pílula).

– Anticoncepcional Intramuscular (injetáveis): é uma injeção de hormônios semelhantes aos produzidos pelo ovário feminino, que deve ser aplicada mensalmente. A primeira aplicação deverá ocorrer entre o 1º e o 5º dia do ciclo menstrual e as demais após 30 dias, independente da menstruação, com uma margem de segurança de 3 dias antes ou depois.

– Anticoncepcional Vaginal (anel vaginal): no primeiro dia de uso deve ser inserido no primeiro dia do ciclo menstrual e removido após 3 semanas. Caso a menstruação seja desejada, faz-se uma pausa de uma semana e coloca-se novo anel.

– Anticoncepcional Intrauterino (DIU): é uma estrutura plástica, geralmente em forma de T, inserida na cavidade uterina. É um método seguro e eficaz de contracepção, associado a poucos efeitos colaterais. Atualmente, os DIU de cobre são os mais utilizados. A época ideal para colocação é durante a menstruação, devido à abertura fisiológica do canal cervical uterino, o que facilita a introdução e causa menos desconforto. Pode também ser inserido nas primeiras 48 horas após o parto ou o aborto. É recomendado um retorno ao médico entre 4 e 6 semanas após a introdução do anticoncepcional para avaliar o posicionamento, já que o DIU pode ser deslocado eventualmente após a primeira menstruação. Além disso, pode ser retirado um ano após a menopausa, devido à queda na fertilidade e, consequentemente, ao fato de não haver necessidade do uso de método contraceptivo.

– Anticoncepcional Transdérmico (adesivos): podem ser colocados em qualquer parte do corpo, exceto sobre os seios. O início do uso deve ser no primeiro dia de menstruação e a troca ocorre semanalmente por 3 semanas consecutivas, seguido de uma pausa de 1 semana.

– Anticoncepcional Subdérmico (implantes): possui formato de bastonete e deve ser inserido sob a pele na parte superior do braço. É ideal para quem está amamentando, pois não interfere na produção do leite materno e pode ser iniciado 6 semanas após o parto.

4 – Métodos Contraceptivos Definitivos

São métodos de esterilização tanto masculina (vasectomia) quanto feminina (laqueadura). O principal problema enfrentado é o arrependimento. Para que isso não ocorra, ao decidir-se pela esterilização esteja consciente de que apenas alguns casos podem ter o processo revertido; por isso, pondere o uso de outros métodos de contracepção. Os métodos definitivos devem ser reservados para situações de doenças graves ou em casos onde há certeza de que não haverá arrependimento.

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